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Uma sociedade só pode ser considerada justa se as mulheres tiverem possibilidade
de decidir sobre seu corpo e, portanto, sobre suas vidas. Poder escolher quando
ser mãe e quantos filhos deseja ter é essencial para isso. A maternidade deve ser
uma escolha e não um destino imposto por outras pessoas, religiões ou governos.
O abortamento clandestino é um grave problema de saúde pública, sendo a quarta causa
de morte materna no Brasil. As mulheres mais pobres são as mais afetadas por esse
problema. Pelo fato de ser ilegal, o aborto acaba sendo feito de forma clandestina
e insegura, o que tem causado também sérios problemas de saúde.
Nos casos em que a gravidez põe a vida da mulher em risco ou é resultado de estupro,
a lei permite a interrupção da gravidez em hospitais públicos. Mesmo assim, as mulheres
não são atendidas em muitos casos, pois hospitais e médicos com vínculos religiosos
se negam a prestar o atendimento a que elas têm direito.
Católicas pelo Direito de Decidir vem, desde a sua fundação, trabalhando tanto pela
legalização do aborto no país, quanto pela implantação de uma ampla política de
educação sexual e planejamento familiar, para que essas injustiças parem de acometer
tantas mulheres.
Acompanhe abaixo o que vem acontecendo quanto aos Direitos Reprodutivos e ao Aborto:
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